Folclore - Pirenópolis
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Folclore
Festa do Divino
Doze dias de festa na manifestação popular mais importante da cidade. A festa do Divino Espírito Santo, comemorada em Pirenópolis desde 1819, reúne desfiles das bandas de música, queima de fogos, congadas, bailes, entre outros eventos.
O principal organizador e responsável pela festa é o Imperador, eleito através de sorteio realizado no Domingo do Divino do ano anterior. Em Pirenópolis o cargo pode ser ocupado por qualquer pessoa, independente da idade ou posição social (os ricos promovem a festa com seus próprios recursos; os pobres, com ajuda do povo). Criado para ser um representante da Família Real e Corte portuguesas, sua função vai da distribuição de alimentos para a população à libertação simbólica de presos da cidade (ato que, antigamente, acontecia de verdade).
Entre os momentos mais importantes da festa está a Procissão do Divino, quando o Imperador, acompanhado pelas "virgens", bandas de música e populares, segue até a igreja para acompanhar o sorteio de seu sucessor. Após a missa, o Imperador retorna à sua casa e distribui "Verônicas de Alfenim" e "Pãezinhos do Divino", comidas típicas da festa, a todas as virgens.
A mandala, símbolo do Divino, representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Pentecostes), enquanto a pomba branca, da cor da paz, significa o Divino Espírito Santo.


A Festa do Divino Espírito Santo é uma festa móvel que acontece 50 dias após a Páscoa, durante as comemoraçòes de Pentecostes. Geralmente a data cai no mês de maio ou junho.

Cavalhadas
No século VI, Carlos Magno, um guerreiro cristão, travou uma batalha épica contra os sarracenos, de religião islâmica, pela defesa de um território. "A Batalha de Carlos Magno e os 12 pares da França", como ficou conhecido o conflito, acabou tornando-se um símbolo da resistência e avanços da religião cristã na luta por terras e novos fiéis.
No século XVIII, motivada por novos coflitos religiosos, a rainha Isabel, de Portugal, instituiu uma representação teatral a ser encenada por cavaleiros.
Introduzida no Brasil pelos padres jesuítas com a função de catequizar índios e escravos, a festa das Cavalhadas é uma tradição que, desde 1820, mobiliza e emociona a população de Pirenópolis. As mobilizações começam uma semana antes da batalha, quando as duas tropas passam de casa em casa, seguidas por uma banda de música, para chamarem os cavaleiros para os ensaios.
Comandados por seus Reis (o mais importante componente de cada grupo), as duas frentes de batalha se encontram na casa onde é servida a "Farofa" (um reforçado café da manhã) e, após rezas e danças folclóricas, seguem finalmente para o ensaio.
Outra grande atração da festa são os Mascarados, ou Curucucús, irreconhecíveis com suas roupas coloridas. Representando o povo através de sua espontaneidade, eles brincam com todos não só no Campo das Cavalgadas, mas também pelas ruas e bares da cidade.







 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 









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